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Pois fica decretado, a partir de hoje, que terapeuta é gente também. Sofre e chora, ama e sente, e, às vezes, precisa falar. O olhar atento, O ouvido aberto escutando a tristeza do outro quando, às vezes, a tristeza maior está dentro do seu peito. Quanto a mim, fico triste e fico alegre e sinto raiva também. Sou de carne e sou de osso e quero que você saiba isso de mim. E agora, que já sabe que eu sou gente, quer falar de você pra mim? (Clara Feldman de Miranda)

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